terça-feira , 21 novembro 2017
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Inovação – Para onde estamos indo? – SU Global Summit Highlights | Singularity University

Nos dias 13, 14 e 15 de agosto aconteceu a UN Global Summit 2017 em São Francisco – Califórnia.  O evento, que acontece anualmente, junta uma coleção de pensadores, líderes e realizadores de classe mundial para ajudar a redefinir o futuro dos negócios, tecnologia e humanidade como um todo.

Neste ano o evento contou com aproximadamente 1.600 participantes do mundo inteiro. Somente 30% eram americanos e 70% estrangeiros. Destes, a maior delegação era brasileira.

O progresso humano acelerado pelas tecnologias convergentes favorece a criação de oportunidades inesperadas a um ritmo alucinante. Não é possível pensar em negócios e oportunidades sem levar em consideração a velocidade e a quantidade de informações a que somos submetidos.

Com tanta informação e tecnologia parece racional e lógico que as pessoas busquem o mergulho em si mesmas. Trata-se de um esforço para construir uma identidade que converse melhor com o mundo e a humanidade.

O que durante muito tempo foi considerada uma forma holística de administração, hoje é sinônimo de competência e estratégia. Não por acaso estes líderes descrevem a criatividade, empatia e a coragem como as habilidades do futuro. Também não é por acaso que a cultura, sobretudo a cultura organizacional, está tão em alta no mundo dos negócios.

As gerações anteriores navegaram em uma época onde TER ou parecer TER era suficiente para garantir algum tipo de sucesso e ascendência sócio econômica ou profissional. Estes pensadores deixam claro que estamos abandonando estes tempos para entrar definitivamente em uma era do SER. Mas, para SER é preciso se arriscar muito mais. Em compensação a valorização vem de forma mais natural e mais coerente com um ambiente cada vez mais colaborativo.

Confira abaixo um resumo dos 3 dias de evento e faça sua reflexão:

Resumo Dia 1:

  1. Em 2030, mil dólares vão comprar poder computacional equivalente ao cérebro humano. Em 2050, mil dólares vão comprar poder computacional equivalente a todos os cérebros humanos juntos.
  1. Em 2010, 1.8 Bilhões de pessoas estavam conectadas à internet. Em 2017 são 3 Bi. Entre 2022 e 2025 será o mundo inteiro. Mais conexões, mais oportunidades, mais gênios.
  1. As próximas duas décadas serão diferentes de qualquer coisa que vivemos nos últimos cem anos.
  1. Podemos prever empregos que serão absorvidos pela tecnologia, mas não podemos prever quais empregos vão surgir a partir da tecnologia. A dificuldade é a velocidade com que isso está acontecendo.
  1. 130 milhões de pessoas no mundo estão satisfeitas com o seu trabalho. O que é nada em termos mundiais!
  1. Veículos elétricos tem 90% menos partes móveis do que veículos tradicionais.
  1. Na China todos os taxis serão elétricos até 2020.
  1. O custo de um carro elétrico vai reduzir drasticamente nos próximos 5 anos. Razões: demanda e abundância.

Resumo Dia 2:

  1. A vida humana é um problema de engenharia de software.
  1. As ferramentas mais poderosas do nosso tempo são: big data e machine learning.
  1. 3 bilhões de pessoas vivem com menos de 2,5 dólares. 80% da humanidade vive com menos de 10 dólares por dia.
  1. 90% das enfermeiras que usam Watson da IBM seguem as recomendações do Watson.
  1. Automação e inteligência artificial criarão empregos. Será possível tornar qualquer coisa inteligente usando inteligência artificial e ganhar dinheiro com isso.
  1. No futuro teremos muito mais máquinas do que humanos.
  1. Ensinamos da mesma forma há cem anos. O sistema educacional é resistente a uma mudança disruptiva. Que tal uma educação “just in time”?
  1. Nossas premissas sobre o mundo podem limitar nosso pensamento. E isso faz toda a diferença.
  1. Organizações não mudam até que todas as pessoas mudem.
  1. Líderes exponenciais não tentam mudar o mundo. Eles tentam mudar a si mesmo.

Resumo Dia 3:

  1. Em 2020, 85% das interações com clientes serão através de máquinas.
  1. 75% dos millennials consideram a comunicação através de mensagens de texto uma opção de relacionamento com o cliente e tem duas vezes mais chance de se manter fiéis a empresas que oferecerem essa forma de comunicação com eles.
  1. 30% dos millennials não possuem o ícone do telefone na tela principal dos seus smartphones.
  1. Empresas hoje já produzem carne de frango e gado sem matar nenhum animal. A partir da célula animal.
  1. 20% de todas as buscas em dispositivos móveis já são feitas por voz.
  1. Veículos e objetos autônomos vão mudar as cidades profundamente.
  1. Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro.
  1. As instituições de ensino que existem hoje, em sua maioria, foram criadas com pressupostos de 60 anos atrás. O ensino médio é a chave para mudar todo o sistema educacional.
  1. O principal problema da educação é cultural. Há cem anos é igual. Muitos falam de customizar ensino para crianças, mas a chave é customizar ensino também para os professores. Um a um. Até a mudança ocorrer.
  1. O futuro da educação é learning by doing.
  1. Vamos mudar a lógica de “vender carros” para “vender serviços de mobilidade”.
  1. O mundo hoje está fazendo a transição da era industrial para era digital da mesma forma que, anos atrás, fazia da era agrícola para a industrial, só que MUITO mais rápido.
  1. Existem 2.6 bilhões de smartphones no mundo. 9 vezes mais dados somente nos últimos DOIS anos.
  1. As pessoas vão aprender dentro de uma lógica de “nano-learning“, e não de um longo investimento em educação para usar somente um percentual mínimo daquilo que se aprende. Todos terão um portfólio de trabalho, que será nano-desenvolvido.
  1. Os maiores problemas do mundo são também as maiores oportunidades de negócio.
  1. Robôs serão considerados uma opção de força de trabalho. Assim como hoje consideramos funcionários, terceiros, freelances e a crowd. Simples assim.
  1. Ser exponencial é atualizar e se atualizar de tudo constantemente.
  1. O Vale do Silício tem uma palavra para descrever fracasso. Se chama experiência.
  1. Hoje existe abundância de capital, conhecimento, habilidades e tecnologia. Não há desculpa para não fazer as coisas. Não há limites. A única limitação é a nossa convicção e comprometimento de simplesmente ir e fazer.
  1. Em poucos anos todos trabalharão para aprender, ao invés de aprender para trabalhar.

Nenhuma destas linhas é realmente algo novo em nosso dia a dia. Já observamos estas mudanças, mas para alguns parece assustador a constatação.

O positivo desta evolução é que ao contrário do que se imagina, o ser humano permanece como protagonista e tem papel cada vez mais fundamental nos avanços. Outro ponto é que se trata de uma evolução que surge das pequenas empresas e das grandes massas. As startups e pequenas empresas são as grandes impulsionadoras desta evolução. A experiência é peça fundamental para que ela aconteça, assim como a criatividade e a inovação.

Ou seja, gerações se juntam para formar uma nova era que depende fundamentalmente da empatia e da preocupação com o próximo para prosperar.

O risco está em quem recusa-se a aprender e a buscar novas alternativas. Para estes, a constatação será de que é sim possível acumular ignorância, da mesma forma como acumulamos conhecimento. É tudo uma questão de iniciativa e adaptação, como nos ensina Charles Darwin¹.

 

 

¹ Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês, desenvolveu uma teoria evolutiva que é a base da moderna teoria sintética: a teoria da seleção natural. Segundo Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes.

 

* texto adaptado de autoria desconhecida

Sobre Ricardo Robles

Apaixonado por GENTE, diversidade, filosofia, natureza, esporte, empreendedorismo e o simples da vida. Entusiasta das relações humanas e dos resultados obtidos por meio delas. Cofundador da Work4All (www.work4all.com.br). Carreira consolidada na área de Recursos Humanos ao longo dos últimos 20 anos. Especializações em Gestão de Finanças e Controladoria–USP, Gestão de Negócios–FGV, Planejamento Estratégico e Balanced Scorecard–FIA. Executive Coach formado pela ICF International Coach Federation.

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