terça-feira , 21 novembro 2017
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No Dia Internacional da Mulher – Além de flores, uma nação inteira

Comemoremos o dia 08 de março como símbolo das conquistas realizadas pelas mulheres até aqui. Parabéns mulheres, recebam nosso carinho e reconhecimento! Hoje e cada vez mais, sabemos do seu valor em relação a humanidade e em fração menor, a nós mesmos!

Marquemos 2017 como o ano de conscientização de todas as classes, da união de todos os grupos. A partir daqui todos nós, homens e mulheres, de qualquer cor ou raça, de qualquer identidade de gênero, nos enxergaremos apenas como seres humanos.

Toda conquista merece ser comemorada, desde as maiores até as menos expressivas como incentivo para outras que virão. Ainda assim, não sei se vejo de forma pessimista ou limitada, mas a cada comemoração do dia das mulheres, dia dos negros, dia do LGBT e tantos outros, como ser humano, me sinto pequeno.

Multiplicamos toda a nossa estrutura social para proteger e defender diversas classes diferentes do mesmo agressor: o PRECONCEITO.  Se o inimigo é único, nos entendermos como seres humanos e tratar o outro de forma igual ao que gostaríamos de ser tratado já não seria suficiente?

Nunca entendi todos estes movimentos falando em causa própria. Se cada grupo discriminado tem sua própria verdade sem espaço para outras, não vejo como acabar com o preconceito.  Não concordamos uns com os outros e vejo isso como saudável. É o que impulsiona a sociedade ao crescimento.

Só não podemos discordar de uma coisa: somos todos seres humanos e vivemos no mesmo planeta, certo? Este deveria ser o nosso ponto de união e de evolução. Qualquer coisa diferente disto iria contra a lei de todos e não contra a lei de cotas ou grupos específicos disto ou daquilo.

De outra forma, precisaríamos criar o “Dia dos filhos que não concordam com os pais”; o “dia do aluno que questiona a sua nota na prova”; o “Dia da Torcida que não concorda com o pênalti marcado”; e por aí vai.

Poderíamos lembrar 2017 como o ano em que finalmente, independentemente e apesar de nossas diferenças, nos enxergamos como seres humanos, convivendo em uma mesma sociedade, democrática, onde somos protagonistas de nossos próprios destinos e, juntos, começamos a nos tratar como iguais. Assim, não daremos chances para que aqueles de caráter mais frágil, encontrem na falta de união, a oportunidade para nos fazer de tolos e nos manter escravos, dispersos e cegos em relação aos assuntos de interesse da maioria. Enquanto nos fragmentamos em grupos, em grupos sofremos com a falta de escolas, segurança, saúde, saneamento e oportunidades.

Alguém duvida que o preconceito tenha origem na desinformação e ignorância? Alguém duvida que nossa situação crítica venha da educação que recebemos? Alguém duvida que toda nossa política esteja tomada por pessoas que encontraram uma forma de se beneficiar em detrimento de quem os colocou ali? Nós os elegemos antes mesmos de entendermos pelo “o que” gostaríamos de ser representados. O mesmo povo formado por mulheres, negros, pardos, gays, ricos, pobres, deficientes, idosos, jovens, nós, que brigamos por espaço entre nós mesmos, permitimos que nossas expectativas sejam cada vez menores em relação ao próprio querer, ao nosso próprio bem-estar, ao bem-estar de nossas famílias, ao nosso destino.

Acomodados e acovardados, temos na insatisfação a energia necessária para nos mantermos desunidos, separando e se protegendo de seres humanos diferentes: maiores, mais negros, homens, mulheres, gays, lésbicas –  como se isso fosse possível. Isto só faz sentido nas florestas selvagens onde o animal irracional mais forte ocupa o topo da cadeia alimentar.

Dispersos, enxergamos no esforço da sobrevivência características que só alimentam o ego, mas que empobrecem nosso caráter. Fazemos isto dia a dia, como se a sobrevida vida fosse algo mais importante que a própria vida. Na fome de sobreviver, buscamos relações com quem possamos nos sentir seguros. O ser humano vive em grupo.

Talvez, na selva em que vivemos, se parássemos de tentar nos diferenciar de nossos iguais, poderíamos nos unir, nos protegermos de causas maiores com mais força e objetividade. Poderíamos deixar de sobreviver para começarmos a VIVER.  A luta da mulher não existiria. Na pior das hipóteses, ela seria de todos nós.

Sempre seremos diferentes! Não na forma, mas no pensamento e isso é o que nos diferencia dos animais selvagens. Não o que nos assemelha!

Marquemos 2017, a partir das comemorações do Dia da Mulher – única capaz de ser mãe – como a data de nascimento de uma nação unida. Façamos com que o país do futuro se apresente hoje e torne-se exemplo para todos os outros.

Parabéns mulheres!

Dividir para Conquistar” – Estratégia antiga e eficaz, utilizada até hoje por grandes comandantes, governantes e políticos. Embora sejamos em maior número, nossa ignorância, egoísmo e necessidades individuais também nos atribuem a característica dos maiores tolos.

Sobre Ricardo Robles

Apaixonado por GENTE, diversidade, filosofia, natureza, esporte, empreendedorismo e o simples da vida. Entusiasta das relações humanas e dos resultados obtidos por meio delas. Cofundador da Work4All (www.work4all.com.br). Carreira consolidada na área de Recursos Humanos ao longo dos últimos 20 anos. Especializações em Gestão de Finanças e Controladoria–USP, Gestão de Negócios–FGV, Planejamento Estratégico e Balanced Scorecard–FIA. Executive Coach formado pela ICF International Coach Federation.

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